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terça-feira, 24 de março de 2015

"Foi o que eu 'ou' vi"

Senador com mandato até 2022.

Romário conseguiu seu primeiro mandato em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Após quatro anos, o baixinho garantiu uma vaga no Senado com uma votação recorde no estado (4,6 milhões). Agora na vida política do país, o ex-atacante mostrou toda sua insatisfação com os políticos do Brasil em entrevista à revista Placar.

— Achava que política era só ladrão e sacanagem. E acertei — disse Romário em entrevista que está publicada na edição de abril da revista.

O baixinho também admitiu o sonho de um dia ser prefeito do Rio. Romário diz que tem a possibilidade de concorrer ao cargo já nas eleições de 2016.

— Existe uma diferença muito grande entre Legislativo e Executivo. Ser prefeito do Rio de Janeiro é uma responsabilidade do c… É a posição mais charmosa da política. Eu quero ser prefeito do Rio. Existe a possibilidade de eu sair candidato no ano que vem. Mas ainda não tenho 100% de certeza — disse o ex-jogador.


*
Só ladrão e sacanagem? Resta a dúvida: ele também?

domingo, 22 de março de 2015

Resenha - Rolling Stones Live at Max.

O ano era 1990, a turnê escolhida Urban Jungle e a banda ainda contava com Bill Wyman. Após o disco Steel Wheels, porém antes da badalada Voodoo Lounge Tour, os Stones registraram alguns de seus maiores shows em Live at Max. Parte esquecida da história da banda, a gravação é realmente cativante.



Concerto-filme lançado em 1991, Live at Max faz parte de um projeto dos Rolling Stones para apresentação de seu trabalho no formato IMAX. Aos leigos, trata-se de tecnologia que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores em tamanho e resolução que os sistemas convencionais de exibição de filmes. Uma aposta na época, a repercussão não foi das maiores, no entanto, sobre a apresentação musical não há do que reclamar.

Com gravações feitas na perna europeia da Urban Jungle Tour, o filme mescla imagens de shows realizados em Londres, Turim e Berlim. São 89 minutos, com direito a 16 faixas, que mostram a destreza da banda em performances para a multidão. Vê-se a afirmação do legado dos BEATLES, seguido pelo QUEEN e também pelo U2, sobre shows em estádios, deixando claro os rumos que as produções tomariam naquela década.

Selecionar "play" é garantir a próxima uma hora e meia. Ainda que alguns trechos distraiam quem assiste, já que a cada canção há alguma novidade para se entreter. Apesar da não utilização de recursos de vídeo, a utilização das luzes e o carisma da banda e seus auxiliares são elogiáveis. Como sempre, no entanto, o destaque é do vocalista, Mick Jagger, que corre para todos os lados. Mas é claro, Keith Richards não passa despercebido. Em Live at Max, Keith é vocalista em "Happy", originalmente captada na Berlim Oriental.

Vale dizer não apenas os Rolling Stones merecem os holofotes nesta gravação. "You Can't Always Get What You Want", que conta com apoio dos demais artistas presentes, é imperdível. Em "Honky Tonk Woman", é bom ficar atento, porque duas simpáticas senhoritas visitam a mega-estrutura da Urban Jungle. "Paint Black", décima faixa, é certamente um dos pontos altos. E claro que a equipe de edição também caprichou com a utilização de filtros em "2,000 Light Years From Home".
Obviamente "(I Can't Get No) Satisfatition" está presente na set-list, dessa vez encerrando o trabalho. Não há como deixar de destacar a abertura, "Continental Drift" e "Star Me Up" são boas pedidas. Outros clássicos como "Ruby Tuesday", "Sympathy For The Devil" e "Brown Sugar" simplesmente devem ser assistidos.

Como se vê, é pouco possível que após uma apresentação dos Stones, destaque-se apenas uma música. Live at Max é prova disso. Das poucas críticas, os rápidos 89 minutos podiam ser mais extensos. Se acompanhado em versão digitalmente remasterizada, a experiência é potencialmente melhorada. Pouco vendido, há quem encontre por preço muito bom depois de alguma pesquisa. Por isso vale a pena ter na estante!

Set-List:

1.Opening Logos

2."Continental Drift"
3."Start Me Up"
4."Sad Sad Sad"
5."Tumbling Dice"
6."Ruby Tuesday"
7."Rock and a Hard Place"
8."Honky Tonk Women"
9."You Can't Always Get What You Want"
10."Happy"
11."Paint It Black"
12."2000 Light Years from Home"
13."Sympathy for the Devil"
14."Street Fighting Man"
15."It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)"
16."Brown Sugar"
17."(I Can't Get No) Satisfaction"
18.End Credits

terça-feira, 24 de junho de 2014

Crítica: A Família Bartlett (Lymelife)

Depois de muito sem postar por aqui, e há mais ainda sem dar dicas culturais, volto com uma crítica do filme "Lymelife", que no Brasil é "Família Bartlett". Originalmente postada no blog Trezentas Páginas, esta crítica representa minha opinião sobre este filme, diga-se, pouco conhecido, mas que aborda de maneira realista a relação familiar de tempos recentes. Com Emma Roberts -  que melhora qualquer filme - e Alec Baldwin, "Família Bartlett" é daqueles longas com orçamento limitado, que se vale da casualidade para tocar quem assiste.

Sem muito mais, deixo o texto de Fábio Nunes:

Excelente

Diretor(a): Derick Martini
Duração: 95 min.
Elenco principal: Rory Culkin, Emma Roberts, Kieran Culkin, Alec Baldwin.
Classificação: +12

Sinopse: Ambientado na Long Island dos anos 70, a história é apresentada através dos olhos de Scott, o filho adolescente da família Bartlett. Intrigas, adultérios e problemas econômicos desestruturam duas famílias que naufragam no sonho dourado americano.

***
Tudo bem, eu sei que ninguém conhece esse filme. Mas é que ele é tão bom que eu simplesmente preciso divulgá-lo. Já faz tempo que eu o vi, então a crítica vai ficar um pouco pequena ashuashu. Nem sei direito o que dizer sobre ele, mas vamos lá.

Acho que esse é um dos melhores filmes dramáticos que eu já vi. Sinceramente, aqui no Brasil ele não fez sucesso nenhum, mas pelo conteúdo que aborda, não sei dizer o porquê. Lida com os mais diversos temas. De insegurança adolescente à violência doméstica, A Família Bartlett consegue juntar as coisas de um jeito tão real que, às vezes, você até esquece que é um filme. As atuações exímias só reforçam essa ideia: Rory e Kieran Culkin, Emma Roberts, Alec Baldwin... eles estão fantásticos.

Fora que o roteiro foi escrito por irmãos, Derick e Steven Martini. O fato de existir essa relação próxima entre eles, somado ao outro fato de que os irmãos do filme (interpretados por Rory e Kieran Culkin) também são irmãos na realidade, cria uma química perfeita.

A Família Bartlett é um tesouro de boas atuações, além de possuir um ótimo enredo. Um filme que trata sobre todas as questões polêmicas que envolvem família, mostrando as relações conturbadas de pai e filho, mãe e filha, irmão e irmão, etc. Torna-se impossível não se identificar com pelo menos um personagem.

Altamente recomendado.

*****
Lançado em 2008, o filme contou com US$ 1,5 mi para a produção. Realmente vale a pedida, não?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Na política quase tudo tem motivo, até mesmo a sinceridade.

Não escondo minha predileção pelo senador Roberto Requião, do PMDB-PR. Seus mandatos no comando do Estado do Paraná foram de algum modo proveitosos, pelo menos, na minha opinião. No entanto, o foco desta postagem é outro. Trata-se de uma vídeo com declarações do senador à respeito de publicações contrárias ao atual governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB.



Veiculado através da página do senador na internet, e em seu canal no Youtube, as declarações sobre o direito da ampla defesa em relação às acusações realizadas pela revista Istoé e pelo Jornal Folha de São Paulo, acerca do governador Beto Richa, são até certo ponto pertinentes. Veja bem, "até certo ponto".

Precisamos convir que Requião não "dá ponto sem nó".

Para quem há pouco havia pedido prisão ao governador, (Vide aqui) até que o esclarecimento foi rápido - mesmo que o apoio seja pontual. E me desculpem os mais detalhistas, mas simplesmente assim é na política! Campo, onde quase sempre as divergências são amplamente rejeitadas quando é conveniente. E este é apenas um breve exemplo.

Para entender os reais motivos do apoio a Richa, não é preciso vagar muito - na verdade um apoio a si mesmo, digamos, maquiado pela situação. Por mais de uma vez o senador do Paraná teve problemas com a imprensa. Problemas sérios, como o divulgado pelo portal UOL, em que Requião toma um gravador de um repórter da Rede Bandeirantes. 

Enquanto governador do Paraná, Requião foi por diversas vezes acusado de nepotismo tanto pela imprensa, como por concorrentes eleitorais. E naquela época, a ampla defesa não foi tão citada. O que aparentemente acontece é que no jogo da política, é preciso aparentar ser melhor com as mais inúmeras virtudes. Assume-se o risco de se cair no "poço da bondade", por isso a cautela e a dosagem. Requião costuma tomar esse cuidado, mas dessa vez acabou defendendo um direito por meio de uma imparcialidade já maculada.


Tão longe (quando convém), tão perto (quando convém)... não, não é um filme.

É importante fomentar, para um entendimento maior, a proporção do ocorrido. É sabido que o tema não vai circular na mídia. Poucos puderam perceber a jogada política em sua essência. Porém, ainda que irrelevante, a questão demonstra muito à respeito do cenário político.

Daí ainda a necessidade de se entender que no alto escalão não há que se falar em idolatria. Enquanto cidadãos e eleitores é preciso pesquisar, pesquisar, e pesquisar mais ainda quando se diz respeito da escolha de um candidato. Mesmo passo quando se pretende efetuar uma compra valorosa. Quem deseja comprar um veículo, por exemplo, caso esteja atento, sempre acaba por encontrar falhas e desacordos. É só prestar atenção. De mesmo modo na política, independente da agremiação partidária.

E este artigo é bastante oportuno, sobretudo em 2014, ano eleitoral para os principais cargos políticos do país. Particularmente sobre a questão principal do texto, embora Roberto Requião não tenha oficializado sua candidatura ao governo estadual - talvez nem oficialize - suas declarações fomentam a velha política que procura conectar-se e desconectar-se do passado a fim de vantagens futuras.

Atualização: 08/08/2014, às 16h42

Duas notícias que ilustram exatamente à quantas anda o cenário político:

Passeio de Beto Richa de Harley termina mal
Dono de restaurante desmente que Beto Richa tenha sido hostilizado

Ambas publicadas ontem, 07/02/2014. Uma relata uma completo escândalo e outra desmente.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

R$ 3,8 mi em viaturas para a PRE; Parabéns governador, o senhor sabe o que quer.

Em notícia veiculada pela Agência de Notícias do Estado e repassada pelo "Bem Paraná", não posso deixar de questionar os números apresentados em relação a compra de 22 viaturas para a Polícia Rodoviária Estadual, em dezembro de 2013.


As 22 Hilux entregues a PRE

Como diz o trecho da notícia: "Ao todo foram investidos R$ 3,8 milhões na aquisição destas caminhonetes". A reportagem ainda esclarece que a verba utilizada na manobra advém de "um fundo gerado pela cobrança em rodovias concessionadas".

Agora, por partes. 

Primeiramente, que valor é esse? 3,8 milhões de reais gastos em 22 viaturas? Fazendo as contas dá aproximadamente R$173,000,00 por veículo. Alto, não acham? O intrigante vem a seguir. Pelas imagens, dá pra notar que os opcionais da caminhonete me fazem ter quase certeza de que se trata de uma versão SR Automática, com algumas modificações, mas que tem preço de mercado avaliado em R$124.440,000. (Vide site da Toyota) O modelo conta com bancos de couro e tração nas quatro rodas, além de câmbio automático - A questão sobre os bancos de couro gera divergências sobre qual a versão comprada, afinal a Toyota vende seus veículos em modelos fechados, isto é, sem possibilidade de incrementação. Mas, por se tratar de uma destinatário especial, certamente houve acato a pedidos diferenciados.

Bancos de couro e câmbio automático nas viaturas da PRE

O curioso, no entanto, é que se o veículo veio de fábrica com alterações incomuns aos vendidos no mercado,  e também pela grande compra, será que não poderiam negociar algum tipo de desconto? Putz, 22 caminhonetes, e nada de pechinchar? Grandes redes de varejo fazem nome com os descontos que recebem de seus fornecedores e acabam passando aos clientes. O governo não podia fazer o mesmo? - processo licitatório onde está você? E mesmo que não tenha feito qualquer exigência, o que vejo é uma diferença de quase R$50.000,00 entre os preços de fábrica e o preço final, com decalques e equipamentos necessários, é verdade. Mesmo assim, é muito dinheiro! Pelo que foi dito, e visto o que há a mais é um computador com sinal de telefonia 3G e que também pode operar por GPS. Agora, será que esse supercomputador foi custeado em mais de R$40.000,00? Certamente não. E se chegasse a 1/8 disso ainda seria caro.

Ainda na mídia, há inclusive, discordância quanto ao valor unitário de uma viatura, tendo em vista, por exemplo, duas viaturas entregues em janeiro na região de Campo Mourão. O valor divulgado pelo portal Itribuna é de R$190.000,00 por veículo! Quer dizer, pleno desencontro de informações - tentei localizar a despesa no Portal da Transparência, porém não obtive sucesso, aquela interface não é nada ergonômica e intuitiva para se pesquisar.

Tamanhas incoerências despertam até a dúvida quanto às intenções políticas da medida. Por que veículos tão caros? Por que um suposto superfaturamento? Eleições estão logo aí, será uma tentativa de "comprar" uma classe? Por óbvio, que essas são apenas conclusões precipitadas, mas que ocorrem na medida da condução dos fatos.

Por outro lado, pode ser essa apenas mais uma ação com intuito de intimidar a população com o clássico poder de fogo da Polícia. Tática válida, mas que não resolve de vez o grande problema que é a criminalidade.

Em segundo lugar há outra questão, que embora até prevista em contrato, é passível de discussão. O tal fundo em parceria com as concessionárias é válido até que ponto? Quero dizer, na região do norte-pioneiro, onde a concessionária Econorte atua, por exemplo, há graves acusações acerca da legalidade e legitimidade da atuação da empresa. Questionamentos severos e em geral muito válidos, haja vista irregularidades com questões orçamentárias e mesmo logísticas, como a que envolve a praça de pedágio localizada em Jacarezinho - minha cidade natal. É razoável que uma concessionária funcionado irregularmente financie sua proteção com agrados às Polícias? Tudo muito discutível, não acham?

A famigerada praça de pedágio no meu município natal, Jacarezinho.

E por falar em pedágio e discussão...

Bom, isso fica pra outro post.

Até mais ver!